ACNUR lança publicação sobre igualdade e diversidade de gênero para refugiados no Brasil

Publicação sobre igualdade e diversidade de gênero foi elaborada com o intuito de facilitar a adaptação de deslocados forçados à realidade cultural do Brasil. Lançamento é parte da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.

Com uma linguagem simples e muitas referências visuais, o conteúdo do livreto retrata a chegada ao Brasil de um solicitante de refúgio que passa a viver o cotidiano de uma nova realidade social, muitas vezes distante de sua própria experiência prévia. O protagonista se depara com situações em que precisa se adequar à diversidade e equidade de gênero.Como parte das atividades de mobilização dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou no dia 8 de dezembro a Avante!, publicação sobre igualdade de gênero elaborada com o intuito de facilitar a adaptação de deslocados forçados à realidade cultural do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o personagem recebe informações oficiais que deixam claro os direitos e deveres das pessoas que moram no Brasil. Um dos objetivos da Avante! é explicar a legislação nacional sobre violência de gênero a refugiados e solicitantes de refúgio residentes no país.

Desde 1999, o ACNUR vem empreendendo esforços para incluir perspectivas de gênero em todos os seus programas, desenvolvimento de atividades, como treinamento regular para suas equipes.

O material ficará disponível para consulta e download gratuitos no site do ACNUR Brasil. Veja aqui.

Campanha ’16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’

Realizada desde 1991 pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL), a campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” estabelece uma relação simbólica entre direitos humanos — cujo Dia Internacional é celebrado em 10 de dezembro, ao final do período de mobilização — e a violência de gênero.

A iniciativa é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, que foram contra o ditador Trujillo da República Dominicana e ficaram conhecidas como “Las Mariposas”. As ativistas foram assassinadas em 1960.

Violência contra a mulher no Brasil

Segundo o Mapa da Violência 2015 (disponível aqui), estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Brasil ocupa a 5ª posição num ranking de feminicídio de 83 país, com uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres; 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, de acordo com dados de 2013 do Ministério da Saúde. A pesquisa diz ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.


Fonte: ONU Brasil.

Habitat III: países adotam nova agenda para urbanização sustentável

Delegações presentes na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, realizada em Quito, no Equador, adotaram na quinta-feira (20) a Nova Agenda Urbana — documento que vai orientar a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos.

Entre as principais disposições do documento, está a igualdade de oportunidades para todos; o fim da discriminação; a importância das cidades mais limpas; a redução das emissões de carbono; o respeito pleno aos direitos dos refugiados e migrantes; a implementação de melhores iniciativas verdes e de conectividade, entre outras.

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Rede Brasil lança guia para empresas sobre contratação de refugiados

Rede Brasil do Pacto Global lançou documentos com perguntas e respostas sobre a contratação de refugiados no Brasil por empresas privadas. Relatório é resultado do diálogo promovido pelo projeto “Empoderando Refugiadas”, ocorrido em junho em São Paulo.

Além de responder a dúvidas, o documento com perguntas e respostas traz um panorama do refúgio no Brasil, explicações sobre os direitos de trabalho destas pessoas, documentos de apoio, bem como casos de empresas que integraram refugiados em sua equipe.

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Refugiados têm apoio do governo de Brasília

Considerado um rebelde em Moçambique, Josua Tannuja Linssing, de 64 anos, vive em abrigo público para idosos em Taguatinga

O moçambicano Josua Tannuja Linssing, de 64 anos, partiu da África em um porão de navio no qual passou 42 dias confinado com outros oito homens: três compatriotas e cinco angolanos. Ao chegar ao Brasil, teve de carregar sacos de açúcar e de café. Embora pareça ser do período escravocrata brasileiro, a história é dos anos 1980. Procurado há 34 anos pelo governo de Moçambique, que o considera um rebelde, Josua é tido como refugiado no Brasil e, desde setembro de 2015, está em abrigo mantido pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

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Nova edição da Revista Sur já está disponível

A nova edição da Revista Sur já está no ar com um dossiê sobre migrações, um dos temas mais urgentes para a agenda internacional de direitos humanos. Com a pesquisadora Deisy Ventura como editora convidada, o especial traz a perspectiva de autores de sete países sobre políticas públicas, securitização das fronteiras, discriminação, saúde e linguagem.

Acesse todos os artigos gratuitamente em português, inglês e espanhol em: sur.conectas.org

O objetivo da Sur – Revista Internacional de Direitos Humanos, publicada por Conectas, é influenciar a agenda global de direitos humanos, produzindo, promovendo e divulgando pesquisas e ideias inovadoras, principalmente do Sul Global, na prática de direitos humanos. A Revista é uma publicação de livre acesso para um público on-line e impresso de mais de 6.000 pessoas, em mais de 100 países. Continuar lendo “Nova edição da Revista Sur já está disponível”