CNM apresenta experiência internacional em I Congresso de cidades fronteiriças da América Latina

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou, nos dias 29 e 30 de novembro, do I Congresso de cidades fronteiriças da América Latina. O evento que aconteceu nas cidades fronteiriças de Tulcán, no Equador, e Ipiales, na Colômbia, teve como objetivo discutir e compartilhar ações públicas que proponham alternativas às situações peculiares que vivem as cidades fronteiriças e suas regiões.

Na mesma oportunidade, foi realizada também a Assembleia de Constituição do Consórcio de Organização Latino-americana de Cidades Fronteiriças (Olacif), instituição que nasceu a partir do esforço de professores pesquisadores da Faculdade Latino-americana de Ciência Sociais (Flacso) em parceria com o International Development Research Council do Canadá. A Organização tem o proposito de impulsionar a cooperação horizontal entre Municípios, universidades, institutos de pesquisa, organizações da sociedade civil, organismos internacionais e agências de cooperação bi e multilaterais, para alcançar o fortalecimento institucional dos governos fronteiriços locais e desenvolver novos instrumentos de integração regional.

No evento, a CNM apresentou sua experiência internacional no fortalecimento dos Municípios, especialmente, no que se refere às ações fronteiriças. Durante o Painel “Estratégia para o fortalecimento institucional e os diversos apoios aos Municípios da região”, a consultora da CNM, Joanni Henrichs, destacou os laços estratégicos que a entidade possui com importantes organismos internacionais, como a Federação Latino-americana de Cidades, Municípios e Associações (Flacma) e a Organização Mundial de Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), em projetos que buscam diagnosticar as realidades municipais e capacitar os gestores para ações cooperadas, dentre as quais se destacam a constituição de consórcios públicos intermunicipais.

Relações institucionais
No mesmo painel o representante do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Emil Rodríguez, explicou que um território inteligente é um território eficiente e para isso é necessário aprimorar as relações institucionais para que se possa acompanhar e acolher a nova dinâmica territorial, sendo necessário, para tanto, três eixos: confiança, cooperação e permanente atualização. Já o coordenador do Projeto Fronteiras Globais de América Latina, vinculado à Flacso-Equador, Francisco Enríquez, chamou à atenção para a importância das zonas fronteiriças para o desenvolvimento transfronteiriço e para os desafios enfrentados, que envolvem por exemplo questões de segurança pública, circulação de mercadorias e pessoas, de maneira que a Olacif se apresenta como um mecanismo de cooperação horizontal entre municípios fronteiriços.

O evento internacional debateu ainda os painéis:  “Sistema fronteiriço na América Latina: uma oportunidade para a integração nacional e local”, “As cidades de fronteira e suas articulações para o aproveitamento e criação de infraestrutura e serviços” e “A ação coordenada entre governos locais fronteiriços”.


Fonte: Confederação Nacional de Municípios (CNM).

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