Mercocidades debatem como alcançar um ecossistema de fundos para financiar o desenvolvimento urbano da região

No dia 13 de setembro, em Montevidéu (Uruguai), prefeitos, intendentes e diretores de finanças de governos locais da América do Sul reuniram-se com representantes de instituições financeiras regionais, nacionais e locais para debater formas de se financiar o desenvolvimento urbano territorial sustentável na região.

A abertura do encontro foi presidida pelos prefeitos de Montevidéu e Canelones do Uruguai, o prefeito de Quito (Equador), o secretário-executivo de Mercocidades, o diretor regional da ONU-Habitat, e o diretor do Escritório de Orçamento e Planejamento do Uruguai.

O encontro teve como objetivo se avançar na consolidação de um ecossistema de fundos que permita financiar o desenvolvimento urbano das cidades, às vésperas do grande evento internacional que definirá a Nova Agenda Urbana, a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), a ser realizada em Quito, no mês de outubro desse ano.

Durante sua intervenção, o prefeito de Montevidéu, Daniel Martínez, afirmou que “os Objetivos que se almejam na Habitat III são absolutamente imprescindíveis para uma concepção não apenas de habitação e moradia, mas também para a agenda de direitos, o espaço de convivência, a geração de oportunidades, o reconhecimento da diversidade de nossa sociedade e a eliminação de velhas e históricas desigualdades e discriminações”.

Por sua vez, o prefeito de Canelones, Yamandú Orsi, fez referência aos desafios dos governos locais do Uruguai, que hoje não têm a possibilidade de acesso aos créditos internacionais de bancos regionais ou mundiais. Durante sua fala, o prefeito mencionou que o reconhecimento do âmbito local é ainda muito recente no país, sendo advindo da lei de ordenamento territorial: “estão resolvendo questões pública pensando no território há pouco tempo. Uma lei que coloca os municípios como entidades concretas implica que se está vendo o território pela primeira vez. A chave fundamental de tudo isso é a inter-relação da cidade com o meio rural. O rural penetra a fronteira de cada uma das cidades, além da existência de problemas ambientais, econômicos e nas formas de se produzir”.

Nesse sentido, o diretor regional da ONU-Habitat, Elkin Velasquez, destacou a necessidade de se avançar de forma estratégica e coordenada a nível local, nacional e regional na identificação de onde exatamente são mais necessários os financiamentos. “A tarefa consiste possibilitarmos a estruturação de mais e melhores projetos para atrair mais e melhores recursos”.

Já o prefeito de Quito, Mauricio Rodas, que participou do evento através de vídeo conferência, mencionou a maior obra de infra-estrutura realizada até o momento na cidade e no país, iniciada em 2016: a primeira linha de metro da capital do Equador. Em sua participação, Rodas comentou como se alcançou o financiamento de 1,5 bilhões de dólares. Na obra “há a interação de 4 diferentes organismos multilaterais, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Corporação Andina de Fomento e o Banco Europeu de Investimentos. Para que o acordo fosse logrado, houve a necessidade de se homogeneizar as políticas de financiamento das quatro instituições. O projeto de metro de Quito obedece a uma visão integral de mobilidade sustentável que vem impulsionando a administração municipal e é a coluna vertebral de um sistema de transporte público que complementa outros sistemas, como o de bicicletas públicas.”

Além dos participantes já mencionados, também se destaca a presença de Ellis Juan, chefe da Divisão de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, bem como de representantes do Banco de Desenvolvimento da América Latina, da Fundação brasileira Roberto Marinho, do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, da consultora econômica e financeira regional CPA Ferrere, do Instituto Dialog, do Banco da República do Uruguai, do Banco Nacional de Desenvolvimento do Brasil, e do Banco Nacional de Obras e Serviços Públicos do México. Junto a esses, também estiveram presentes os diretores de finanças de Buenos Aires, Canelones, Santa Fé e Montevidéu.

O encontro, denominado “Rumo a um mecanismo abrangente de fundos para o desenvolvimento urbano/territorial sustentável na América Latino e no Caribe” foi organizado pela Rede de Mercocidades, a Prefeitura de Montevidéu, em exercício da vice-presidência de Economia Urbana de Mercocidades, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a ONU-Habitat e o Fundo Andaluz de Municípios para a Solidariedade Internacional (FAMSI).


Fonte: Mercocidades (tradução livre nossa).

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