Especialistas debatem sobre como melhorar os serviços do NBD

O Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NBD) completou, no dia 21 de julho, seu aniversário de um ano. Na reunião do conselho de diretores realizada nos dias 20 e 21, os especialistas discutiram sobre os futuros desafios do Banco, e apresentaram suas propostas para que a instituição sirva melhor aos países em desenvolvimento.

O Novo Banco de Desenvolvimento, chamado também o Banco do Brics, foi criado em 21 de julho de 2015 com a iniciativa dos cinco países do Brics – China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul. Com sede na cidade chinesa de Shanghai, a instituição constitui o primeiro banco de desenvolvimento internacional estabelecido e dominado pelos países emergentes. Nesta quarta-feira, a instituição aprovou o crédito para um projeto de hidroeletricidade privado da Rússia. Acrescentados os empréstimos lançados em abril deste ano para os projetos de energia limpa na China, Índia, Brasil e África do Sul, o valor total atingiu 100 milhões de dólares. Para o economista sul-africano Thabi Leoka existe ainda uma grande lacuna de capitais nas infraestruturas dos países em desenvolvimento, e que o Banco do Brics ajuda na construção dessas nações, contribuindo para a recuperação econômica.

“O Banco do Brics ajuda os países em desenvolvimento no financiamento para infraestruturas, elevando o nível da governança global e contribuindo para a recuperação econômica. Os países em desenvolvimento enfrentam grandes lacunas de capitais no desenvolvimento das infraestruturas, situação esta que vem se agravando ainda mais desde a crise financeira de 2008. Estima-se que o volume do fundo dos países com rendimento médio e baixo poderá chegar a 93 bilhões de dólares em 2020.”

No dia 18 deste mês, o Banco do Brics emitiu seu primeiro título de dívida em Shanghai, num valor total de três bilhões de yuans, e planeja emitir ainda títulos de 10 bilhões de yuans nos próximos anos. O diretor do Centro das Finanças Internacionais do Ministério das Finanças, Zhou Qiangwu, disse esperar que o Banco receba melhores notas de classificação de riscos, de modo a reduzir o custo de financiamento.

“O Banco do Brics deve se esforçar pelo financiamento com baixo custo. A classificação de um banco se deve a vários fatores internos e externos, como a taxa de suficiência do capital do próprio banco, liquidação e situação de faturamento, assim como o desempenho das economias do Brics. Precisamos prestar mais atenção à situação do fluxo de caixa do Banco, apesar de ele ainda não estar sujeito ao sistema de classificação por se encontrar na etapa inicial.”

Na reunião do conselho de diretores, o ministro chinês das Finanças, Lou Jiwei, ressaltou a importância do Banco de prestar serviços de consultoria de qualidade para os países do Brics. O diretor do Instituto de Pesquisa das Questões Internacionais de Shanghai, Chen Dongxiao, disse:

“Como desenvolver os serviços de consultoria deve ser uma das futuras prioridades do Banco do Brics, esta é também a perspectiva que os países em desenvolvimento nutrem pelo Banco. Por isso, os think-tanks e os institutos de pesquisa dos países do Brics têm grande responsabilidade em fornecer conhecimento sobre o Banco do Brics, para reforçar o seu papel nesta área.”


Fonte: CRI online.

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