Campinas terá escritório de representação na China

Campinas terá seu primeiro escritório de representação internacional a partir de novembro. Ele funcionará na cidade chinesa de Dongguan, em salas cedidas pela Câmara de Comércio Brasil China, que está instalando sua sede naquela cidade para promover a aproximação entre governo, associações e empresários brasileiros e chineses, para a consolidação das relações comerciais e culturais entre os dois países.
Segundo o diretor de Cooperação Internacional da Prefeitura de Campinas, Marcelo Von Schneider, o escritório, que terá uma estrutura com sala de reuniões, internet, telefone, secretária bilíngue e materiais de divulgação de Campinas e região, será uma base de apoio para o contato com empresas chineses e também de empresas brasileiras que queiram se instalar no país asiático.

O diretor de Cooperação Internacional disse que a Administração planeja implantar escritórios de representação em todas as cidades-irmãs de Campinas, para fomentar as relações comerciais com essas parceiras. São cidades-irmãs Auroville (Índia), Cabinda (Angola), Concepción (Chile), Córdoba (Argentina), Cotorro (Cuba), Daloa (Costa do Marfim), Durban (África do Sul), Fuzhou (China), Gifu (Japão), Jericó (Palestina), Malito (Itália), Novi Sad (Sérvia), San Diego (EUA).
Dongguan é uma das regiões mais ricas da China. É um centro industrial de 10 milhões de habitantes, onde se fabrica equipamentos de telecomunicações, tecidos e móveis. A cidade é conhecida também por ter a maior comunidade de brasileiros do país — são mais de 3 mil vivendo em Dongguan. A maioria é do polo calçadista do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul (de cidades como Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, São Leopoldo, entre outras).
No ano passado, Brasil e China assinaram uma parceria comercial com 35 acordos que somam mais de US$ 50 bilhões em investimentos chinês no País, em áreas de tecnologia, infraestrutura, energia e agricultura — entre os acordos está a construção da ferrovia transoceânica que vai ligar o Brasil ao Oceano Pacífico pelo Peru, que deve baratear as exportações de produtos brasileiros.
Do lado dos chineses, esses acordos devem garantir a manutenção das exportações brasileiras de commodities, como a soja, o minério de ferro e também a carne bovina, em um momento em que a China está incentivando a população do campo a morar nos grandes centros urbanos.

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