Após 53 anos de embargo, EUA e Cuba reatam relações diplomáticas e libertam prisioneiros

Em pronunciamento oficial, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram acordo que reata as relações diplomáticas entre EUA e Cuba, o que pode direcionar ao fim de um embargo econômico de meio século.

No dia 17 de dezembro de 2014, data que já se tornou um marco para a história das relações internacionais, os presidentes dos Estados Unidos e de Cuba, Barack Obama e Raúl Castro respectivamente, anunciaram acordo que reata as relações diplomáticas entre ambos os países.

O embargo econômico aprovado pelos EUA contra Cuba e o corte das relações diplomáticas entre os países vêm de 1961, dois anos após a deflagração da Revolução Cubana.  Isolada economicamente, Cuba voltou suas atenções primeiro para a então União Soviética e, após a dissolução desta, para a Venezuela de Hugo Chávez. Atualmente, após a morte de Chávez e a delicada situação política e estrutural da Venezuela, o reatamento dos laços com os EUA foi estratégico para a sobrevivência do país. O acordo assinado com Barack Obama inclui uma intensificação da cooperação econômica, incremento no turismo, comércio e telecomunicações e a possibilidade de envio de remessas de dinheiro, além da revisão do status de Cuba como financiadora do terrorismo. O objetivo é que todas essas ações levem a um fim oficial do embargo econômico sancionado pelos Estados Unidos há meio século.

Juntamente ao anúncio do acordo, os EUA libertaram três prisioneiros cubanos que eram acusados de espionagem e que eram mantidos presos desde 1998. Antonio Rodriguez,eua&cuba2 Ramón Salazar e Gerardo Nordelo foram recebidos por Raúl Castro, em Havana. Durante o pronunciamento, os presidentes agradeceram o envolvimento pessoal do papa Francisco e de diplomatas canadenses nas negociações do acordo.

As opiniões da população cubana vivendo nos EUA, especialmente em Miami, divergem quanto ao acordo. 48% dos entrevistados não aprovam a reaproximação, o que inclui a reabertura de embaixadas e o relaxamento às restrições de viagens, enquanto que 44% (pessoas mais jovens e que chegaram aos EUA mais recentemente) são favoráveis ao acordo e acreditam que a reaproximação será benéfica a Cuba. Foram entrevistados 400 cidadãos.

eua&cuba

Fontes:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/20/internacional/1419110260_325676.html

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/17/opinion/1418847193_024086.html

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2014/12/20/interna_mundo,550420/cubanos-nos-estados-unidos-estao-divididos-sobre-aproximacao-com-havana.shtml

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2014/12/18/interna_mundo,462588/raul-castro-recebe-agentes-cubanos-libertados-pelos-estados-unidos.shtml

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/12/19/interna_internacional,600944/cubanos-celebram-a-novidade.shtml

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